Eu não o quero, Amada.
Para que nada nos amarre,
que não nos prenda nada.
Nem a palavra que perfumou tua boca,
nem o que não disseram as palavras.
Nem a festa de amor que não tivemos,
nem os teus soluços à janela.
Pablo Neruda
(12/07/1904 – 23/09/1973)
Prémio Nobel da Literatura em 1971

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